segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Lá vem o Chávez, Chávez, Chávez...


O seriado do Chaves é transmitido pelo SBT no Brasil desde 1984. Prestes a completar 25 anos em terras tupiniquins é um dos programas com maior longevidade por aqui e com certeza o de maior longevidade na emissora do deus patrão Sílvio Santos. Tudo bem que o horário muda a dois por três como tudo no SBT, mas é o Abravanel tirar o programa do ar e lá vem uma enxurrada de e-mails, cartas, telegramas, bilhetes, sinais de fumaça exigindo a volta do seriado. O povo quer o Chaves.

Pois o povo da Venezuela quer o Chávez. Mudando a grafia do nome não estou falando do simpático senhor vestido de criança das manhãs/tardes/noites/quiçá madrugadas do SBT e sim de um popular e carismático (ao menos para os venezuelanos) senhor vestido, geralmente, com uma camisa vermelha.

Ontem os venezuelanos decidiram, em um referendo, derrubar a barreira até então existente para a reeleição. Com isso, o Hugo Chávez del ocho já planeja permanecer no "puder" até, pelo menos, 2019. O detalhe é que ele já está lá desde 1999 o_O. Uma espécie de José Sarney from hell misturado com o Fidel no que diz respeito a permanecer no poder.

A fórmula para que mais de 54% dos eleitores permitissem que Hugo Chávez se reeleja ao infinito e além é bem conhecida por aqui. Ele governa para as camadas populares, para o povão. Lá é, em alguns aspectos, como cá. Porém, enquanto por aqui o Lula prepara a mãe do Tupac, digo PAC, Dilma Roussef para ser sua sucessora o Chávez não vê, ou não quer ver mesmo, ninguém que possa fazer o mesmo por ele na Venezuela. Teme que sem ele la revolución vá para o saco.

A pergunta que fica é: agora com o fim da barreira para reeleições na Venezuela, Hugo Chávez sai do "puder" antes do fim das transmissão do seriado do Chaves? Acho difícil, até porque o Chaves (o mexicano, fique bem claro) é massa bagarai. *-*



Saiba mais:

"Sí" vence referendo na fábrica de miss pra lá de gata Venezuela

Chaves na televisão brasileira


Foto: arte (mas hein?) caseira e chinelona feita por mim sobre fotos do Google Images

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Quem sabe faz ao vivo... (ô lôco mêo)


Todo mundo já pensou em ter uma banda. Admita que você mesmo já pensou nisso, nem que esse pensamento tenha durado 5 segundos ou tenha sido influenciado por essa postagem. O negócio era ir para a garagem e fazer um barulho com os amigos. Ensaios, vizinhos reclamando, barulho, mais vizinhos reclamando. Quem tentou realizar esse sonho juvenil de ter uma banda queria tocar, primeiramente, nas casas noturnas da região que, por mais chinelonas que fossem, sempre tinha gente para curtir o som.

Agora se uma casa noturna tenta por uma banda da cidade em cima do palco está fadada ao fracasso da noite. Não que falte qualidade às bandas (oquêi, para várias delas falta, assim como as que eu tentei ter =P), mas a galera não quer mais assistir "show" quer apenas "festa". As poucas casas que antes permitiam que as bandas de rock mostrassem seu som agora apostam em festas com "rock dançante" e "eletrorock". Nada de banda ao vivo, o negócio agora é um bom DJ.

A moda pegou e a gurizadinha (principalmente os indies, que estão dominando o mundo) adora. Festas com nomes engaçadinhos em inglês, com alguns trocadilhos, flyers coloridos e fazendo alusão a filmes cabeça ou alguma coisa nerd, nomes de DJ's igualmente engraçadinhos e grafados como se eles fossem fodões. Pronto, feitocarreto.

Sei lá, sinto falta de conhecer bandas novas, ouvir o som da banda ao vivo. Galera nem tá mais ai pra isso. Só quer saber de Myspace, download de músicas e sair de casa para ver uma banda cansa. Agora, ir para uma dessas festinha indies, que na setlist dos DJ's pode até ter uma música da banda que o cara deixou de ver ao vivo, vão correndo.

Essa coisa de tecnologia é bacana, sozinho em casa, com instrumentos e o programa certo o cara grava um álbum e põe na internet. Certo, mas nada substitui a energia de um acorde mal tocado de propósito, uma corda de guitarra que arrebenta por causa da visceralidade que é tocada, os improvisos, a participação do público.

Não que eu ache essas festas uma bosta. Não! Existem várias legais. Só acho que o pessoal devia valorizar mais o trabalho dos músicos da região, prestigiar o som que é feito aqui. E (pode ser manjado, mas é real) o melhor pagamento para um artista é o aplauso.

Ou então em breve a piázada nao vai dizer "Pai, quero ter uma banda" e sim "Pai, quero ser DJ" e os vizinhos sentirão saudade do barulho que vinha da garagem...



Saiba mais:


Indie - aos que forem, não fiquem brabos... =P

Eletrorock


Foto: Eu e uns amigos nos anos 60... Mentira! Google Images =P


sábado, 14 de fevereiro de 2009

Xenofobia no Brasil?


Como todo mundo está careca de saber (principalmente eu, mas não quero falar da minha calvíce) o Brasil tem seu povo constituído de uma grande mistura dos mais diversos tipos de raças e povos. Uma (con)fusão de portugueses, espanhóis, holandeses, italianos, alemães, japoneses, índios (o brasileiro original)... Nosso povo é reconhecido, muito por causa dessa origem tão variada, como um povo acolhedor para com os que aqui chegam de outros países, sejam eles turistas ou imigrantes.

Pois eis que um jornal suíço aparece dizendo que o Brasil é um país xenófobo. O "Neue Zürcher Zeitung" diz que segundo sondagens internacionais 72% dos brazucas são xenófobos., ou seja, tem aversão a culturas diferentes, pessoas de outros países que trariam esse "choque cultural". Eles ainda meteram o pau no Lula e na imprensa brasileira, dizendo que publica notícias inventadas e já destruiu com a vida de diversas pessoas.

Isso está me cheirando a suíços maguadinhos, dor-de-cotovelo. Por quê? Bem, tudo começou no dia 9 de fevereiro quando uma advogada brasileira foi agredida por um grupo de "cabeças-pelada" tendo diversas partes do corpo marcadas por estiletes. A brasileira estava grávida de gêmeos e perdeu os bebês depois do ataque. As marcas em seu ventre, SVP, são a sigla do Partido do Povo Suíço, contrário à política de imigração no país.

Ministros brasileiros prontamente mostraram sua indignação. Paulo Vannuchi (SEDH - Secretaria Especial dos Direitos Humanos) disse que o fato "remete ao terror do holocausto", Celso Amorim (Relações Exteriores) cobrou do governo suíço uma apuração detalhada dos fatos.

Acontece que um laudo técnico da polícia suíça diz que a brasileira NÃO estava grávida. O mesmo jornal que chamou o Brasil de país xenófobo disse então que "inventar" gravidez é algo comum entra as brasileiras para pressionar os maridos (ela é casada com um suíço).

As investigações não estão encerradas. Os fatos ainda estão sendo apurados. Mesmo que essa brasileira tenha inventado a gravidez, inventado o ataque dos skinheads, a imprensa da Suíça tem o direito de falar um monte das asneiras sobre o povo brasileiro? Que temos problemas é sabido. Agora, xenófobos? Não temos aversão à pessoas de outras nacionalidades. Fato!

Salvo, talvez, os argentinos... =P



Saiba mais:

Brasileira atacada por skinheads na Suíça

Vannuchi diz que ataque remete ao holocausto

Jornal suíço contra-ataque e chama Brasil de xonófobo

Argentina (só para descontrair) =P


Foto: Attila Kisbenedek/AFP

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Friday the 13th

Hoje é sexta-feira 13. E daí? Tem gente que leva a sério demais as superstições e mudam sua rotina por causa da data. Existe até uma fobia relacionada com o medo de sexta-feira 13. O nome da fobia é parascavedecatriafobia ou frigatriscaidecafobia (bei, não sei o que é pior o_O).

Diz a crença popular que o dia 13, quando ocorre em uma sexta-feira, é o dia do azar. Existem várias teorias que tentam explicar a origem dessa crença. Uma delas é que a Ordem dos Templários foi declarada ilegal em uma sexta-feira, 13 de outubro de 1307, pelo meu quase xará, rei Filipe IV que mandou torturar e matar simultaneamente os membros dessa ordem na França. Depois disso foram presos e executados por heresia.

Há quem ligue a data à morte de Jesus Cristo que poderia ter acontecido em uma sexta-feira, dia 13. Na mitologia nórdica tem uma história de que a deusa do amor e da beleza, chamada Frigga (que deu origem a palavra frigadad que quer dizer sexta-feira) foi transformada em bruxa quando as tribos nórdicas se converteram ao cristianismo. Os que antes a veneravam agora a tratavam por bruxa. Desde então ela estaria se reunindo toda sexta-feira com mais 11 bruxas e o coisa-ruim e os 13 ficariam o dia todo rogando praga nos humanos ("vaderetro" o_O).

Desde então o gato preto é evitado, redobra-se o cuidado para nao passar por baixo de escadas e o número de figas e pés de coelho dobram cada vez que o clendário marca essa data. Para mim é um dia como qualquer outro. Das duas uma: ou realmente não tem nada de especial ou eu sou azarado por natureza, todos os dias, independete se é sexta 13 ou não. =P

O mais importantante é que amanhã é sábado 14! Final de semanaaa!!! Como um dia que antecede o findi pode ser maldito? Hein, hein?

Boa sorte para todo mundo! ^^


Imagem: Google Images

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Que Jason nada!!! Era a Yeda mesmo...


Bem, quem anda pela capital deve ter reparado alguns outdoors com um rosto desfocado que prometia mostrar aos gaúchos a face do "mal" no dia 12 de fevereiro. Um dia antes da sexta-feira 13... Seria campanha promocional do 11º filme da franquia do irmão do Slot, o Jason Voorhees (que estréia amanhã)???


Era não. Brincadeiras a parte todo mundo já sabia que essas peças faziam parte de uma campanha bancada por várias associações de classe, encabeçadas pelo Cpers. Só uma mente problemática criativa para chutar que era o Jason (=P). Óbvio que era a tia Yeda!


Mesmo com o término da última greve dos professores no final do ano passado o clima entre o sindicato e o governo do estado ficou tenso. A chapa esquentou de vez. Hoje a tarde o Cpers e as demais entidades que participam do protesto revelaram "a face da destruição do RS" e distribuíram máscaras com a carinha da (des)governadora.

A partir de amanhã é o rosto da Yeda que ocupa o espaço onde antes havia um rosto sem foco.

Medo! o_O

Antes fosse o Jason...




Saiba Mais:

Face revelada é a de Yeda

Sexta-feira 13 estréia sexta-feira 13 =P

Fotos: 1ª Carlos Edler, BD - 2ª Divulgação - 3ª Tadeu Vilani


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Tapa na pantera?


Eis que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso aparece mais uma vez sob os holofotes da mídia e com uma declaração polêmica. FHC quer a descriminalização da maconha para uso pessoal e defendeu essa idéia no relatório da Comissão Latino-Americana Sobre Drogas e Democracia (da qual é um dos presidentes).

Para ele a guerra contra as drogas não resolve da forma como é feita então está na hora de liberar. Não que isso signifique tolerância. FHC disse que sabe os males que a droga pode causar e que após a liberação para consumo próprio deveriam ser criadas campanhas de concientização contra o uso da erva-do-capeta. Seriam nos mesmos moldes das contrárias ao consumo do álcool e do cigarro (que, cá entre nós, não adiantam nada).

O cidadão que quisesse comprar seu cigarrinho poderia fazê-lo, quem sabe em uma farmácia, um armazém, um boteco. Tudo dentro da normalidade e da legalidade.

Em uma entrevista à Miriam Leitão para a Playboy (1984) o ex-presidente afirmou ter "dado um tapinha" na época de juventude por influência das primas. Diz ele que não gostou. Será mesmo? Bom isso não importa.

Pode ser que a descriminalização ajude a minimizar os efeitos da guerra do tráfico, porém, imagina se é o sapo barbudo que dá uma declaração dessas!!! Já implicam com o pobre homem por causa da cachacinha, imagina maconha. Mas o FHC é intelectual, letrado, fala diversos idiomas, lutou contra a repressão da ditadura...

Ele pode?



Saiba mais:

FHC quer descriminalização da maconha para uso pessoal (pessoal? dele?) =P

"As 30 melhores entrevistas da Playboy", trechos (Observatório da Imprensa)

Foto: Google Images


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Hora de atualizar

Fatos novos aconteceram sobre dois assuntos que postei aqui no blog. Então é hora de dar um "F5". Aproveito a postagem de hoje para isso.


Edmar...

...a pior que vai a política nacional. Pelo menos o Edmar Moreira (o do castelo) renunciou aos cargos de vice-presidente da Câmara e de corregedor da Casa. O mandato ele pretende manter e foi ao TSE pedir a desfiliação do Democratas. Disse o Ed que ele está sendo perseguido pelo próprio partido (coitadinho... ¬¬).

Trocar de partido não seria algo novo para ele. Já passou por SEIS!!! Isso que é um cara convicto da sua visão (vesga) política. O presidente do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), quer a cabeça do Edmar em uma bandeja. Não sei até que ponto isso é justiça e até que ponto é uma forma de aparecer um pouquinho na mídia como um baluarte da moral e dar uma limpada no nome do partido.

O Ed disse que começou a construir o castelo no fim dos anos 80, antes de assumir cargo público, portanto sem dinheiro do povão. Só não deu uma explicação convincente do porquê de não declarar o imóvel. Essa de dora para os filhotes não colou!

Fora isso, ele ainda está sendo acusado de desviar a grana do INSS dos funcionários de uma empresa de segurança que tem com sedes em Minas Gerais e São Paulo. Aqui no Brasil é assim, depois que passou um boi vai passar a boiada. Agora vai aparecer até a vez em que o tal do Ed ficou de castigo na escola depois de colar em uma prova de matemática.

Não que seja ruim. Temos o direito de saber. Só não podemos esquecer, pois se confirmadas forem as maracutais, não poderemos reclamar se nas próximas eleições novamente o povo colocar o cara no "puder".

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O fim

Chegou ao fim a angústia dos pais da italiana Eluana Englaro. Depois de 17 anos em coma e com a alimentação e hidratação suspensas totalmente desde sábado, a italiana morreu hoje às 17h10min.

No exato momento senadores discutiam o projeto de lei que proibia a suspensão de sua alimentação. O tempo não foi suficiente para tanto. Ao serem informados da morte de Eluana os senadores fizeram um minuto de silêncio.

Realmente jamais saberemos qual teria sido sua vontade.