terça-feira, 22 de março de 2011

Ode ao jornalismo

Charles Tatum telling the "truth" #not
Que me perdoem Rei Roberto e Tremendão... A ideia surgiu em um exercício de aula na Unisinos. Descrevi (ou tentei) a rotina de um jornalista.

Seguindo o mote de narrar o ofício de um profissional em forma de prosa e inspirado na música O Taxista (Roberto Carlos / Erasmo Carlos), saiu isso. Muita coisa, claro, fazendo referência as minhas obrigações diárias. Coisa bem específica, mas acho que está valendo. Lá vai:

O jornalista

Saio para o trabalho á pé, pois não tenho carro
Meu destino, todos os dias, é a estação de trem
Com o sono sempre atrasado, entro no vagão
Pelos trilhos, aquele caminho se repete
Geralmente apressado, mal vestido
Vou correndo e subo no coletivo
A porta se fecha, o ônibus arranca
Bato o ponto, no elevador vou subindo

Sou jornalista
No rádio, no jornal ou na revista
Depois de anos estudando,
O diploma é uma conquista

Acompanho o feed das agências
O tempo todo atualizado
Rádio-escuta, faço a ronda, redijo nota
Quando sou chamado

Durante o dia ouço e conto histórias
O que de mais importante está acontecendo
Faço de tudo um pouco nesta empresa
O esforço é quase sobre-humano

Sou jornalista
Na TV, na internet ou na revista
Não estou em um palco,
Mas tem que contar histórias como artista

A rotina nem sempre é a mesma
As notícias não escolhem hora
É morte no trânsito, muita chuva ou estiagem
Faço então um relatório mostrando que a audiência melhora

Tento agradar os editores, produtores e repórteres
E trabalhar sempre sorrindo
Mas ainda sou um ser humano
E só eu sei às vezes o que estou sentindo

Sou jornalista
No rádio, no jornal ou na revista
Depois de anos estudando,
O diploma é uma conquista

Sou jornalista
Na TV, na internet ou na revista
Não estou em um palco,
Mas tem que contar histórias como artista

Me sinto cansado com tanto trabalho na redação
Tem ainda aquele plantão na madrugada
O excesso de café ajuda a despertar
Mas não vejo a hora de voltar pra casa

Com o que ganho nem penso em filhos
Quem sabe se fosse pra assessoria?
Dar “tchau” para hora extra e para os serões
E finalmente ter folga nos domingos

Sou jornalista
Escuto, apuro, entrevisto
Mesmo reclamando,
Jornalismo é minha vida


E abaixo segue a versão original, homenageando os taxistas. Eles, aliás, são uma das principais fontes dos jornalistas #ficadica.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Que marmota é essa???

Que Cleo Khun que nada! Quer saber a previsão do tempo pergunte a marmota! Pelo menos é o que fazem os moradores da cidade de Punxsutawney, que pela complexa pronúncia é a Itaquaquecetuba do nordeste dos Estados Unidos. O dia 2 de fevereiro é conhecido por aqueles pagos como o Groundhog Day, o Dia da Marmota.

Funciona assim: você vai até a toca de uma marmota, se o tempo estiver nublado e ela sair da toca o inverno vai ser mais curto, se o dia estiver ensolarado e ela ficar na toca, assustada pela sua sombra, o inverno vai ser longo, árduo e tenebroso. O popular "de renguear cusco". Bobagem? Ok, pode ser, mas quem somos nós para questionar tradições alheias?

Bill Muray e Andie MacDowell
Você que tem seus 20 e poucos ou vinte e todos anos com certeza já assistiu essa história em uma Sessão da Tarde da vida. O filme "O Feitiço do Tempo" (Groundhog Dog, 1993) tem o dia em que celebra-se o roedor como pano de fundo.

Bill Murray é o homem do tempo de uma TV local, um Paulo Borges melhorado, que é escalado para cobrir o Dia da Marmota. O cara faz isso todos os anos, está de saco cheio e louco para das no pé, mas inexplicavelmente fica preso no mesmo dia.

Dorme e acorda todos os dias no mesmo Dia da Marmota. Aí vem aquele lance de repensar sua vida e toda aquela moral hollywoodiana das comédias água com açucar. Que fique bem claro que não falo isso pejorativamente, até porque o filme é massa bagarai.

Aliás, rateou a dona Globo de não aproveitar o gancho. Seria muito melhor assistir novamente este clássico do que um dos 512 filmes sempre igual da Xuxa... Chuparam bala, hein!!!

Dona Maria do Carmo perguntaria:
Que marmota é essa?
Para você que não assistiu o filme, vai aí uma seleção de cenas em que Phill Connors (personagem de Murray) encontra o corretor de seguros Ned Ryerson (Stephen Tobolowsky), o legítimo colega mala sem alça e nem rodinhas de escola. Todos os dias. O mesmo dia.

Feliz Dia da Marmota!!!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Um tango argentino não me vai bem melhor que um blues

É amigos, essa frase da música "À Palo Seco" do (onde está o) Belchior traduz bem o momento de contratações da dupla Gre-Nal. Tenho 25 26 anos de sonho e de planos e de América do Sul, mais precisamente de Rio Grande do Sul, e é evidente a admiração dos gaúchos pelo futebol dos hemanos.

Diferente dos meus conterrâneos, não sou paga pau de argentino. Sou gaúcho e brasileiro, nesta ordem. Porém, independente de naturalidade, temos que reconhecer a qualidade de alguns jogadores platinos. Maradona, Di Stéfano, Messi... Gênios da bola, verdadeiros craques.

O ano de 2011 tem tudo para tornar-se o ápice do argentinismo da era moderna na dupla Gre-Nal. O Inter que já contava com os ídolos Guiñazu e D'Alessandro contratou Cavenaghi e pode trazer Bolatti. O primeiro um centroavante que busca jogo, finaliza bem, bate faltas... Ok, tá valendo. Mas o segundo é um volante, na modesta opinião do blogueiro, limitado. Pelo interior tem "Bolattis" em meia dúzia de times e mais baratos... A diferença deste? Ele "habla castellano"... E hoje em dia isso é sinônimo de grife no RS.

Cavenaghi de terno e gravata ou Garrincha de regata e chinelo de dedo?
Quem você prefere no seu time? Foto: Divulgação/Inter
No lado tricolor, sem hermanos desde que a torcida ficou orfã de Maxi López, a novidade deve ser Dámian Escudero que começou no Vélez, passou pelo Villareal e estava no Boca para ser o "herdeiro" do algoz tricolor, Riquelme. Só por ser argentino, o meia já arranca sorrisos dos adeptos da metade azul. Os mesmos gremistas que lamentaram a saída de Jonas são aqueles que preferiam o "quase-gol" Herrera no lugar do agora atacante do Valência em 2009, não esqueçamos.

Para mim é indiferente se o cara é brasileiro, argentino, senegalês, do Cazaquistão... O importante é jogar bola. Irrita um pouco a supervalorização de jogadores por terem nascido neste ou naquele país.

Para alguns a grama do vizinho é sempre mais verde.



O vídeo está meio tosco, mas curtam a música da banda argentina Bersiut Vergarabat, do álbum Hijos del Culo (2000). Toco y me voy, como diria Galvão Bueno:



Bersuit Vergarabat - Toco y me voy

Te la toco de primera
Vos si querés la agarrás
Cada jugada que sueño se hace realidad
O pareciera... algo casual.
Aunque pongas la barrera
Yo te la mando a guardar
Toda la vida es un baile y te pueden bailar
Aunque no quieras , lo verás
En una cancha o en un bar...

Dando la vuelta manija me doy
Subiendo al latido de esta vibración,
Caño , taquito , chilena y tablón
El fuego sagrado de mi corazón ...

Toco y me voy
La camiseta es como un dios
Toco y me voy
No importa cuál sea el color...
Toco y me voy
La camiseta es como un dios
Toco y me voy
No importa cuál sea el color...

Y si me pintan la cara
Hoy no me voy a achicar
Cuando me muerda la pena no voy a llorar
Ha terminado el festival...
En un picado cualquiera
Mi alma se echa a rodar,
Este es el juego que siento y no pienso parar
Yo pongo el cuerpo hasta el final
En una cancha o en un bar...

Dando la vuelta manija me doy
Subiendo el latido de esta vibración
Tunel, jueguito y toma para el gol
El juego sagrado de mi corazon

Toco y me voy
La camiseta es como un dios
Toco y me voy
No importa cuál sea el color
Toco y me voy
La camiseta es como un dios
Toco y me voy
No importa cuál sea el color
Banderas al viento en la bienvenida

Toco y me voy
La camiseta es como un dios
Del cuadro que sigas toda tu vida
Toco y me voy
No importa cuál sea el color
Banderas al viento en la bienvenida

Toco y me voy
La camiseta es como un dios
Del cuadro que sigas toda tu vida
Toco y me voy
No importa cuál sea el color ...

Mais sobre Bersuit Vergarabat

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Corujão

Em breve, olheiras à la W. Waack
Eis que antes do programado minha rotina vai mudar (novidade...). A partir de segunda-feira viro um "madrugueiro". Enquanto você que perde (?) seu tempo lendo esta postagem estiver dormindo, aproveitando alguma balada de meio de semana ou fazendo coisa melhor (sim, isso mesmo que você pensou) eu estarei trabalhando. Não posso mentir que fiquei totalmente surpreso. No trabalho existe um revezamento onde todos passam uma temporada de dois longos e arrastados meses trabalhando entre 2h e 8h. Começaria na metade de fevereiro, mas mudanças na equipe anteciparam minha fase corujão para terça-feira.

 Quem trabalha em maravilhosos horários, como este, está sujeito a sentir na pele/sangue/órgãos sintomas comuns do diabetes e de doenças cardiovasculares, como mostra a matéria publicada no G1, em 2009. Aliás, publicada às 5h, pelo madrugueiro de plantão. Não que eu já não tenha apresentado sintomas bem comuns em doenças cardíacas pelo simples (simples?) estresse da rotina "tranquila" de um postulante a jornalista. Por dois meses vou trocar o dia pela noite, dormir durante o dia, com o sol entrando pelas frestas da janela e o calor das manhãs de São Hellforno.

Pelo menos não vou precisar de uniforme
E o que significa isso, na palavra de especialistas? Um trecho de uma reportagem do Jornal da Globo: Quem dorme durante o dia, sofre a influência de diversos estímulos, como claridade e barulho, que impedem um sono de qualidade. “Seu sistema nervoso vai ser abalado, sua memória fica prejudicada, sua resistência física não é a mesma”, diz o neurologista de comportamento, José Walmir Barrote Júnior.

O jeito é tentar ao máximo acelerar a adaptação. E são só dois meses. Passa rápido, voando. Vou sobreviver da forma mais saudável possível para alguém que trabalha assombrado pelo fantasma da velocidade da informação proferindo xingamentos sobre sua lerdeza de forma sussurrada no ouvido. Jornalismo não combina com saúde, horários regrados para alimentação e sono. Fato. E como diz o Night Owl (Coruja Noturna, na tradução tosca), um dos representantes dos trabalhadores noturnos deste mundo: "We where supposed to make the world a better place".


Criando uma nova tradição, paradoxalmente falando, ou não, segue uma música relacionada ao tema. Exageros e ironias à parte, obrigado Deus pela "awful lot of coffee" no Brasil!!! Vou precisar!!!

The Coffee Song (Frank Sinatra)


Way down among Brazilians
Coffee beans grow by the billions
So they've got to find those extra cups to fill
They've got an awful lot of coffee in Brazil

You can't get cherry soda
'Cause they've got to fill that quota
And the way things are I'll bet they never will
They've got a zillion tons of coffee in Brazil

No tea or tomato juice
You'll see no potato juice
The planters down in Santos all say no no no
The politician's daughter
Was accused of drinking water
And was fined a great big fifty dollar bill
They've got an awful lot of coffee in Brazil

You date a girl and find out later
She smells just like a percolator
Her perfume was made right on the grill
Why they could percolate the ocean in Brazil

And when their ham and eggs need savor
Coffee ketchup gives 'em flavor
Coffee pickles way outsell the dill
Why they put coffee in the coffee in Brazil

So your lead to the local color
Serving coffee with a cruller
Dunking doesn't take a lot of skill
They've got an awful lot of coffee in Brazil

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Top 5 - Futebol Bizarro

Top 5 das bizarrices futebolísticas no mês de setembro.

1. O atacante Wellington Dias quer uma vaguinha na seleção. Só que não na do Dunga... na do Bernardinho. Gol de mão escandaloso que deu a vitória para o Paraná sobre o Ceará na 25ª rodada da Série B. (19/09)




2. Erro "fenomenal" do zagueiro André Dias. Falha de comunicação entre ele e o goleiro Bosco. Ronaldo, que o que tem de gordo tem de craque, aproveitou. Depois Washington empatou, impedido. Clássico da 26ª rodada do Brasileirão. (27/09)




3. Futebol ou pólo aquático? Beira-Rio sem o "beira", era só "rio" mesmo. Jogo prejudicado, o gramado do estádio é excelente, mas a chuva do final de semana foi demais! Mas segundo a Comissão de Arbitragem "jogo marcado, jogo jogado". E faca na caveira 02! No fim empate em 0x0. 26ª rodada do Brasileirão. (27/09)




4. O goleiro Rafael, ex-Santos, não contente em defender, também deu uma de armador do time do Verona. Na verdade, ele disse que tentou fazer o gol, mas acabou saindo um lançamento na medida. Rafael ganhou o apelido de “Pazzo Scatenato” (Louco Maluco, em português). Vitória do Verona por 2x0 sobre o Ternana, 3ª divisão italiana. (21/09)




5. Tem horas que a vontade é tanta... O juiz suíço Massimo Busacca não aguentou e pôs pra fora "regando" o gramado. Jogo entre Al-Gharafa e Al-Khor, pela Liga do Qatar. Bussaca é o mesmo que fez gestos obscenos para a torcida no confronto entre Baden e Young Boys, pela Copa da Suíça... (12/03)






Vídeos: Youtube

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Um tapinha não dói


Não, a polêmica da vez não é o baile funk. O “tapinha” em questão é a gíria usada por usuários de maconha e a polêmica é sobre a descriminalização das drogas, mais especificamente a cannabis sativa. Não é uma questão nova. Há muito tempo essa discussão permeia diferentes setores da sociedade: governantes, sociedade privada, usuários, não-usuários, etc. Será que esse “tapinha” dói?

Depende. Usuários dizem que não, é algo natural, alivia o estresse e não causa maiores efeitos colaterais. Os mais conservadores, por sua vez, ressaltam possíveis males à saúde e a alteração de comportamento imprevisível de quem se droga. O que é melhor, ou menos pior?

Não gosto de ficar em cima do muro e tenho minha opinião sobre a descriminalização da maconha. Sou favorável. Nunca utilizei e nem quero, não tenho a mínima vontade. Faz mal? Talvez, mas o cigarro e o álcool também o fazem, mesmo assim são consumidos sem freios perante a uma sociedade que vê e dá de ombros. Então que se libere a maconha. Penso que no momento em que deixa de ser algo proibido, muitos deixarão de usar. O que é proibido é mais excitante, mais divertido. Quem seguir usando que entre no mesmo nível dos fumantes e alcoólatras. Todos têm uma escolha.

Não sou daqueles que pensa que liberando o uso da maconha a criminalidade tende a diminuir drasticamente. Existem outras drogas, mais caras, mais rentáveis para quem as comercializam. Mesmo assim a erva, chamada pelos traficantes de “o preto” (enquanto a cocaína, por exemplo, é “o branco”), segue sendo uma espécie de porta de entrada dos chamados filhinhos de papai, jovens de classe média, na criminalidade. Eles passam a ser o “vapor” dos traficantes nas baladas, escolas, universidades.

Imaginem agora se a maconha, o “preto”, a cannabis, erva ou qualquer nome que queiram dar fosse vendida em uma tabacaria, por exemplo. Sem que houvesse uma imersão de mais e mais pessoas no submundo do crime. A criminalidade em torno das drogas não iria acabar, mas que pelo menos não aumente. A descriminalização pode ser um caminho. Esse “tapinha” pode até doer na sociedade no início, mas ainda sim é melhor do que um tiro.



PS1: Mais um da cadeira de Redação III.

PS2: O professor tem predileção por temas polêmicos.

PS3: Chuva e frio, as duas coisas que mais detesto na vida. ¬¬



Foto: Imagem do curta "Tapa na Pantera" com a atriz Maria Alice Vergueiro. (Reprodução)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Tolerância Zero


Discussão no trânsito. De repente um dos motoristas envolvidos no acidente saca um revolver e dispara uma, duas, três vezes contra o motorista do outro veículo. Bam, bam, bam. Com certeza você já leu algo parecido em alguma página policial uma, duas, três ou mais vezes. Fatos como esse ilustram bem a situação a que chegaram as relações humanas do nosso cotidiano. A tolerância para com o próximo inexiste. Partimos para atitudes extremas.

Jogamos a culpa no estresse. Pressão no trabalho, pressão familiar e até pressão arterial. Não possuímos mais a virtude da empatia, aquela que nos coloca, mentalmente, na posição do outro antes de tomar uma atitude. A ação leva a uma reação imediata e desprovida de raciocínio. Bam, bam, bam. Tolerância zero.

O mundo está cada vez mais intolerante. As pessoas, individualistas e egoístas. Alguns de nós parecem querer distância de todos os outros, não querem ouvir opiniões, críticas e nem elogios. Não querem sentir cheiros, gostos e toques que não o próprio. Sonham em ser ilha, não um ser que vive em sociedade. Cada vez mais as atitudes do outro nos incomodam. Aumenta o tal do estresse, a pressão e... bam, bam, bam. Até quando?

Estamos descontentes com o próximo, com o mundo. Porém nada fazemos para mudar a situação. Talvez não queiramos enxergar, mas antes do próximo, do mundo, estamos nós mesmos. Somos a base desse tipo de mazela urbana, cotidiana. Portanto, além de conhecer-te, “tolera-te” a ti mesmo, antes de tudo. Ou, pelo menos, conte até dez...



PS1: Esse é mais um texto da cadeira de Redação Jornalística III. Vou aproveitá-los para alimentar o blog.

PS2: "Alimentar o blog". Isso me lembrou dos tamagochis.

PS3: Alguém ainda tem um desses "bichos"???




Foto: Google Images

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Agosto, o mês do desgosto?



Talvez possam pensar que sim, que o mês do "cachorro louco" para mim foi o mês do desgosto. Estava sumido, nenhuma postagem. Calma, estou vivo, bem e agosto me trouxe uma grata surpresa. Um estágio em um lugar onde, parafraseando o Faustão (Deus, a que nível desci), vou crescer tanto no pessoal, quanto no profissional.

Vou aproveitar a deixa e publicar aqui o primeiro texto produzido por esse que, humildemente, vos escreve, produzido na aula de Redação Jornalística III. Um breve perfil, um pouco caretinha até (para quem está acostumado a ler essa bagaça), mas vale o registro. Lá vai!


Quem conheceu aquele menino tímido nos anos 90 jamais diria que seria um comunicador. Contrariando a lógica, mesmo com seu jeito introspectivo, decidiu estudar Jornalismo na Faculdade. Felipe Nabinger, agora com seus 24 anos, precoce queda de cabelos e muito mais comunicativo dedica-se ao radiojornalismo. Ouvia os amigos dizendo “tens boa voz” e tamanha a insistência decidiu acreditar.

Hoje Felipe é estagiário da Rádio Gaúcha. Melhor dizendo, desde ontem Felipe é produtor da Rádio Gaúcha. Depois de dois anos de muito aprendizado e prática com um estágio na Rádio Unisinos FM, fora selecionado, na primeira vez em que participava de um processo seletivo do Grupo RBS, para a vaga de produtor do Departamento de Esportes.


Em sua nova rotina ele tem que se habituar ao horário “móvel” do seu expediente que pode ser à tarde ou à noite (nos dias em que não tem aula na Unisinos). Acorda cedo independente disso, por volta das 7h da manhã. Um banho para, efetivamente, acordar. A barba faz apenas duas vezes durante a semana, vantagem de quem trabalha com rádio e não televisão. Um bom café da manhã e a leitura dos jornais Zero Hora e VS do dia. Assiste um pouco de televisão e parte para Porto Alegre. O trajeto, somando-se trem São Leopoldo-Porto Alegre e ônibus Mercado-Rádio Gaúcha leva cerca de 1h20min.


Ao longo das 6h em que está na rádio Felipe auxilia os produtores dos programas esportivos. Rádio-escuta, redação de notas, contato com os repórteres. Tudo muito novo, apesar da experiência anterior na rádio da universidade. Todos os dias aprendendo com as pessoas que admirava profissionalmente mesmo conhecendo apenas suas vozes. Agora vê seus rostos. Agora, prepara-se para ser um deles.




PS1: Estou feliz feito pinto no lixo. Nunca vi um pinto no lixo, nunca entendi bem essa expressão, enfim...

PS2: Sim, vou postar com maior frequência. Continuem comentando, isso anima.

PS3: Preciso de sugestões e companhias para atividades sócio-culturais vespertinas nas segundas e terças. Sim, esses são os dias que eu estou de folga, o resto eu labuto.



Foto: Momento fake as pampas, essa foto é na Unisinos FM e não na Gaúcha. Usem a imaginação. =P Arquivo Pessoal.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A favor do uso das máscaras cirúrgicas...



...desde que venham acompanhadas do modelito.

Vai dizer que não seria deveras interessante ver uma legião de mulheres vestidas assim pelas ruas da cidade? Gurias podem até criticar a ideia, mas só quero o bem de vocês! Proteção contra a gripe A (H1N1), ora bolas! =P



PS1: Kitana (suspiro). Tá certo que tinha a Milena (mas lembram como ela era sem a máscara?) e a Jade. Não sei explicar, a Kitana era especial! heuheuehu

PS2: Cara, me deu vontade de jogar Mortal Kombat até.

PS3: Eu achava "Cosplay" uma coisa muito besta. Até ver essas fotos.

PS4: Cosplay, segundo a Wikipédia, é abreviação de costume play ou ainda costume roleplay que pode(m) traduzir-se por "jogo de disfarces" ou "jogo de fantasias", ou ainda "jogo de trajes". "Nerds" se vestem como seus personagens favoritos e participam de eventos onde rola até competição de melhor "cosplay".

PS5: Usei o termo "nerd" sem ser pejorativo, afinal ser "nerd" agora é moda.



Fotos: Nerds pra lá de gatas (pelo menos com a máscara) fazendo "cosplay" da personagem Kitana do game Mortal Kombat. - Google Images.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Twitter, a nova febre


Lembro como se fosse ontem. Quando surgiu o tal de orkut eu dizia: "que bobagem isso, invasão de privicidade, não vou entrar". Hoje não fico um dia sem acessar. Veio então o Twitter e achei a coisa mais besta do mundo. Um microblog onde cada postagem (ou tweet) pode ser feita em até 140 caracteres. Novamente disse: "não vou entrar". E lá estou eu.

Tudo que é novo, no começo assusta. Quando "peguei a manha" desse trem percebi que pode ser uma excelente ferramenta de trabalho e também um bom entretenimento. Seguindo sites de agências, jornais e rádios é possível ter acesso às principais notícias do dia sob a ótica de diferentes fontes. E seguindo os "engraçadinhos" aparecem coisas que fazem rachar o bico de tanto rir.

A porcentagem de brasileiros que acessa a internet entrando no Twitter é a maior do mundo, ficando à frente dos internautas norte-americanos. Claro que muita gente ainda resiste. Alguns fazem um perfil e desistem na primeira semana, mas é tudo uma questão de adaptação. Para alguns mais lenta, para outros instantânea.

Atores, jornalistas, atletas e celebridades em geral aderiram à moda. Existe até guerra para ver quem tem mais "seguidores". Não, o twitter não é uma seita. "Seguidor" é como a pessoa que acompanha o microblog de outro usuário é chamada. @marcelotas até pouco tempo era líder absoluto em seguidores. Vieram então os "scripts", programas que aumentam automaticamente o número de seguidores causando polêmica. Depois apareceu o @huckluciano com promoções para quem o acompanhasse (TVs de plasma, por exemplo).

Eu não tenho cacife para oferecer TV, e minha visão sobre ética me impede de usar meios ardilosos para aumentar meus seguidores, mas se quiser acompanhar minhas besteiras @felipenabinger.

;)



PS1: Falando em "tecnologias de informação", a rádio Unisinos FM está de volta à web. Para ouvir acesse www.unisinos.br/radio

PS2:
Eu uso o Twitter durante a apresentação do Padaria 103 (seg/sex das 7h às 9h). Então sempre rola algo sobre a programação da rádio por ali.

PS3: Hoje a postagem está careta. Deve ser o frio. Estraga meu humor.



Imagem: twitter.com

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Ascensão e queda de Johnny Renny

Uma sátira aos artistas e profissionais do mercado fonográfico que de uma efervescente onda de sucesso conhecem o esquecimento com o passar dos anos. No vídeo a gente conhece a história do Johnny Reny, produtor de sucesso, um mídas da música no interior da Irlanda do Norte (WTF?). Por causa do surgimento de um artista homônimo Johnny cai no ostracismo.



Esse vídeo foi produzido por amigos da cadeira de Telejornalismo II. Eu não sou do grupo fiz uma participação interpretando um amigo do Johnny que vem para o Brasil, bem canhestra e canastrona minha atuação (risos).

Ficou muito engraçado. Méritos para o Leandro Vignoli (direção/roteiro), Catiele Abreu (edição), Camila Kehl, Ananda Garcia e Leandro M. dos Santos (produção).



PS1: Quem quiser conhecer o rosto dos locutores da Unisinos FM, aí estão. Operadores de mesa também. Quem fica perguntando quem é o Betinho saiba que ele está no vídeo.

PS2: Bah como eu to canastrão... Ainda bem que é uma aparição rápida. Ah e eu falo inglês (naquelas) tá! no roteiro pedia um português "enrolation".

PS3: Vignoli, Camila, Ananda, Cati... vocês deviam ganhar dinheiro atuando! hehehehehehe

sábado, 13 de junho de 2009

Mais rápido, não para...


Mesmo que o ar gelado de um fim de tarde outonal não fosse propício ele sentiu uma vontade imensa de fazer aquilo. Mesmo na rua, com pessoas olhando seguia firme, mais rápido, mais rápido...

O sangue fervia, o calor aumentava. Arfava, bufava, gemia... Nessa altura o frio não mais importava, os olhares curiosos de uma inusitada platéia. Alguns sentindo-se motivados começaram a fazer também.

Mais rápido, mais rápido, mais rápido... seu coração parecia querer transpor a caixa toráxica ou então subir garganta acima e sair pela boca. 10 minutos, 20, 25. Seguia sem parar. "Não para, não para"! Sentia seus músculos trepidando.

30 minutos, 45. Não conseguiu mais se conter, era chegada a hora mais prazerosa. Então parou de correr, finalmente chegando em casa. Cansado e com uma pergunta que não saia da cabeça. "Como pude sair pra correr com um frio desses"?



PS1: Mentes deturpadas! O que pensaram que fosse??? =P

PS2: Eu aguento mais de 45 minutos! Estou falando de correr! Será possível que tu ainda está pensando "naquilo"??? =P

PS3: Estou meio enferrujado... pra correr, seus motherfuckers!!! =P Muito tempo sem correr, tenho que me acostumar de novo.

PS4:
Sacaneei =P

PS5: Leia também (se tiver paciência e tempo).



Foto: Arte (???) sobre imagem Google Images
(Sadteen)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

MGMT x Sílvio Santos


Depois de 1.354.389* vídeos no "Iutúbio" autointitulados "oficiais" da música Kids do MGMT, semana passada foi lançado o verdadeiro vídeo oficial. Esse som está envolto em uma polêmica política. O Sarkozy usou indevidamente a música em um vídeo de sua campanha para presidente na França e o MGMT pôs o marido da Carla Bruni (*-*) na justiça.

Whatever. A música é legal "bagarai" (embora os caras sejam estranhos na mesma proporção) e rola há muuuuuuito tempo na programação da Unisinos FM. Agora... o vídeo me lembrou o "caso Maísa". Dá o play, macaco (TV Cruj mode on).



Pois é. Apesar de uma nota oficial cheia de viagens doidonas onde os caras dizem que "nenhuma criança foi machucada" na gravação do clipe é cruel ver a cria ali chorando. Sei lá se estou ficando velho e mais paternal, mas achei podre isso. Assim como não vi muita graça no chororô da Maísa (tá na hora achei graça, mas depois pensei e achei grotesco).



Quando o Sílvio Santos acabou fazendo a Maísa chorar caíram de pau em cima do velho. Sobre o clipe do MGMT será que alguém vai falar mal? Ou eles podem pois são "hypes"mudérnênhos e os "hypes" mudérnênhos acham tudo muito cool? (desiste, aqui não tem tecla SAP)

E aí, o que tu acha? Não tem nada a ver? Criança chorando é o canal? Maltratar as criancinhas é coisa que não se faz...? O vídeo é legal e eu sou um chato? Os dois vídeos são legais e eu sou um chato? Os vídeos são ruins e eu sou um chato?

Deixa teu comentário. ;)

*número fake =P



PS1: Tem outros vídeos do Sílvio passando da conta com a menina monstro. Um em que ela chora quando vê um piá vestido de monstro e um em que o véio doido põe a cria dentro de uma mala (WTF???).

PS2: A Justiça de São Paulo proibiu a participação da guria no programa dominical do dono do Baú. Atualmente ela só apresenta aqueles programas que apresentam desenho e tem diversos nomes dependendo do dia (uma coisa que eu não entendo, pois é sempre igual).

PS3: Playstaytion, Playstation, Playstation!!!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

15 Verdades Sobre o Orkut


01. Se não tem foto é feio(a).
02. Se não tiver foto de corpo é gordo(a).
03. Mulher gostosa te adicionando sem que você conheça é fake.
04. Qualquer celebridade que te adiciona, é fake.
05. Pessoas adoram tirar foto em frente ao espelho.
06. Pessoas adoram entrar em comunidades .
07. É bonita no Orkut? Toma cuidado, as aparências enganam…
08. Quanto mais colorido e bem formatado é um scrap, menos você deve clicar no link que vem abaixo cheios de glitter.
09. Depoimento 90% é falsidade.
10. Fotos não são tiradas como recordação, e sim para botar no Orkut.
11. Orkut não é uma rede social, ela tira sua sociabiliade.
12. Ainda existem pessoas tentando descobrir como se rouba Orkut.
13. A maioria das usuárias do Orkut colocam “Inteligência” na guia “coisas que me atraem”? Mas, se a inteligência as atrai, porque os Nerds/CDF’s não têm namoradas?
14. Nos dias de hoje, só não tem Orkut quem não quer.
15. Buddypoke serve pra fazer coisas que não tem coragem de fazer pessoalmente.

Fonte: giiblog

E então? Concordam? Discordam? Eu concordei com todas, principalmente os itens 3 e 10. O que leva alguém a juntar fotos de gostosas para criar um fake e sair adicionando todo mundo? Vão capinar! E depois de uma foto sempre tem um que diz "essa vai pro orkut".

Só faltou dizer que orkut vicia. Eu acho, pelo menos. E que gera muitas besteiras para que possamos rir um pouco. Dá uma olhada nesse blog.



PS1: Tirei um dente extra-numerário hoje. Não tá doendo muito, é menos pior que tirar um siso (e é com "s" mesmo hein!). Adeus 33º dente (o mutante).

PS2: Hoje é sem festa. E também sem conseguir comer nada que preste. ¬¬

PS3: Olha acho que amanhã já estou normal. Acho.



Foto: Google Images

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Congelando...


Existem muitas pessoas que dizem "adoro frio", "adoro inverno" e similares. Creio que os nobres senhores e senhoras não tenham que acordar as 5:30h... Eu além de levantar com o cantar do galo só acordo (acordar meeeesmo, até aí só me levantei) depois de tomar uma chuveirada. E com esse tempinho e um chuveiro elétrico isso é tarefa pra Chuck Norris.

Creio também que os digníssimos não sofram de sinusite, rinite ou outras "ites" que com a chegada do frio resolvem atacar. É espirro pra lá, tosse pra cá e outras cositas escatológicas que... prefiro não comentar.

Os defensores do tempo gelado têm seus "cobertores de orelha". Sim, pois só isso pra explicar essa predileção. Quando se está namorando vale a pena curtir um frio em baixo das cobertas. DVD, vinho e talicoisa (principalmente talicoisa). Nesse inverno estou solteiro (ainda né, nunca se sabe =P).

Para os solteiros fica complicado sair para festas com temperaturas extremamente baixars Ter que colocar trocentas camadas de roupa para depois deixar tudo nas chapelarias da vida. É um tal de tira e bota casaco. Fora que as festas costumam estar bem mais vazias. Mesmo os(as) solteiros(as) acabam ficando em casa, apelando para o MSN ou qualquer bobagem televisiva.

A alegria das cores quentes do verão dando espaça para o cinza sem graça do inverno. Oquêi, o inverno ainda não chegou, mas esse outono já nos dá uma prévia.

Frio de renguea cusco, tchê!

Também acha o frio uma m****? Ou então discorda e ama o tempo gelado? Está com uma vontade louca de mandar o blogueiro pro Alaska só pra sacaneá-lo?

Então deixe um comentário. ;)



PS1: Antes que diga "que raio de gaúcho tu é que não gosta de frio?" fica o registro que adoro churrasco, bom chimarrão, Fandangos (huahuahua me puxei), trago e mulher.

PS2:
Por enquanto a sinusite não se manifestou... nem vou falar muito.

PS3:
Post "light" hoje. Queda de avião, política, Copa... hoje não estou com cabeça. Cérebro congelou. ;)


Foto: Google Images (cusco rengueando).

sexta-feira, 29 de maio de 2009

A Polêmica do Rodízio


Quando era criança pequena lá em Barbacena os rodízios costumavam acontecer em pizzarias, churrascarias e pontos comerciais de outros gêneros alimentícios. Pois não é que agora, vejam só, o rodízio pode acontecer nas penitenciárias.

A situação carcerária aqui na Província de São Pedro do Rio Grande é tão caótica que os juízes da Vara de Execuções Criminais da Capital decidiram adotar o tal "rodízio" chamado de sistema de noites alternadas. Nele os presos do regime semi-aberto dormiriam uma noite em casa e outra em um albergue ou colônia penal. Com isso o Judiciário pretende minimizar o problema da superlotação e incentivar o bom comportamento dos presos.

Penso cá com meus benjaminsbuttons... O que impede esse preso de sumir do mapa, desaparecer e voltar a cometer delitos na noite em que supostamente deveria (ou poderia) ficar em casa? Antes mesmo da implantação do rodízio isso já acontece. Basta lembrar de um exemplo próximo, do Sanfelice de Novo Hamburgo. Aproveitando-se do regime semi-aberto o bacanão simplesmente desapareceu. Por que os outros assassinos, ladrões e traficantes não farão o mesmo? A permissividade da nova medida facilita isso.

Você pode perguntar "tu não acredita que os caras podem se regenerar, ô infeliz?" e eu digo que sim, acredito, mas não no nosso atual sistema prisional. Nele presídios são verdadeiras escolas do crime. Ou melhor, a escola do crime é a rua, o presídio é a universidade. Pouquíssimas pessoas saem de lá ressocializados. A maioria acaba voltando para o crime.

Isso quando são presos nééé. Como desgraça pouca é bullshit, no começo dessa semana um juiz (que não é o Edílson) de Canoas liberou 15 suspeitos de formação de quadrilha de roubo de caminhões (é uma cilada Bino!!!). O motivo era o mesmo do tal rodízio, falta de vagas. Não havia onde colocar as finas flores.

Roubar não dá mais cadeia. Liberou geral!!! Os criminosos vão para (ou permanecem na) rua e os prisioneiros somos nozes com nossa pseudosegurança atrás de grades e cercas elétricas.



PS1: Já falei em outro post que investimentos em educação reduziriam necessidade de vagas em presídios.

PS2: Até lá, sim, precisamos de mais vagas, novos presídios e não abrir a cela e cantar "freeee as a biiiird". Solução de português, ó pá.

PS3: Claro que aqui eu esboço minhas opiniões toscas e leigas, afinal o blog é méu, méééu (risada maligna). Mas é sempre bom ouvir as partes envolvidas.

PS4: Por isso terça-feira, 02/06, o Blablablá Expresso na Unisinos FM entrevista o juiz Luciano Losekan, da Vara de Execuções Criminais. A entrevista é as 13h com Rodrigo de Oliveira e Camila Kehl.

PS5: E segunda tem mais um Mutirão 103 às 13h na Unisinos FM. Rodrigo, Camila, Vignoli e este que vos fala comentando o que foi notícia na semana. Sagacidade, acidez, pertinência e algumas bobagens. Ôvam!




Foto: Google Images. "Navalha" na carne, mano!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Ronaldo e... Wolverine???


Que Dentinho que nada... olha a "dupla" de ataque do Corinthians no treino de hoje: Ronaldo e Wolverine. Sim! Isso mesmo. Hugh Jackman, que interpreta o mutante mais marrento do universo Marvel, veio ao Brasil divulgar o filme X-Men Origens: Wolverine e aproveitou pra tietar o Fenômeno. O ator australiano acompanhou o aquecimento dos jogadores e depois recebeu do "gorducho" uma camiseta com um "X" no lugar do número e o nome "Wolverine" (e mais um monte de muamba promocional do Corinthians).



Fotos: Ronaldo e Jackman (Globoesporte.com)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Tempo x Vontade


Olha só quem reapareceu!!! Sim, estou de volta (sem jamais ter ido a lugar nenhum) nobres e valorosos leitores. Possivelmente ninguém sentiu minha falta, com exceto a Nathália, que me cobrou diversas vezes o retorno das postagens via MSN. Essa é "guerreira", além de me aguentar ainda insiste para que eu escreva, assim podendo ler minhas bullshits.

Não foi por falta de tempo que não postei mais. Isso tive, sempre tenho... Faltava motivação, vontade mesmo. Não sei o que me deu. Simplesmente não me animava a sentar em frente à tela, buscar um fato novo e interessante todos os dias para dar o meu pitaco. Nem mesmo as setlists (listas das músicas que rolam no Padaria) eu estava colocando na comunidade. Hoje acordei pra vida.

E achei sarna para me coçar. Inventei de conhecer o tal do Twitter. Ainda não tenho uma opinião formada sobre essa nova febre. Um microblog, com mensagens breves de 140 caracteres, onde vc segue e é seguido pelas pessoas que tem interesse em saber o que você está fazendo (What are you doing? - a pergunta principal do Twitter). É para xeretar a vida dos outros e deixar que xeretem a sua. =P

Quem aderiu a onda e quiser xeretar minha vida além do orkut e do blog tem agora meu Twitter (http://twitter.com/felipenabinger).

E viva a "invasão de privacidade" autorizada, solicitada, suplicada e necessária de todos os dias! Os "Grandes Irmãos" somos nóises, tio Orwell. =P



PS1: Já que citei a Nathalia, aproveito pra dar os parabéns pelo Corinthians dela, campeão paulista 2009.

PS2: Espero que o Timão ganhe também a Copa do Brasil. Por quê? Adivinhem... =P

PS3: MSN, orkut, blog, twitter, moodle, e-mails... agora que eu piro de vez!!!
Ou não (caetaneamente falando).



Foto: Google Images

terça-feira, 7 de abril de 2009

Menos escolas = mais cadeias


Pense rápido: o que você prefere ao lado de sua casa? Uma escola ou um presídio? Se depender do governo estadual pessoas que outrora viam o movimento de crianças com cadernos e livros ao abrir a janela em breve verão homens algemados.

É manchete de capa na ZH de hoje (junto com a tragédia dos terremotos na Itália) que o governo Yeda quer utilizar prédios do governo, hoje desativados, e transformá-los em albergues para presos do regime semiaberto. Entre os tais prédios estariam antigas escolas estaduais, algumas fechadas no ano passado.

Não que eu concorde com tudo que diz (faz) a dona Rejane Oliveira do Cpers-Sindicato, mas dessa vez ela está coberta de razão quando diz que "quanto mais escolas se fecham, mais presídios se abrem". Nossos presídios, hoje, não passam de escolas do crime, não resociabilizam o preso. Não adianta fazer prisões, mas sim evitar que o indivíduo precisa ser mandado para uma prisão.

Todos os governos (não é exclusividade da Yeda) querem ver o povo burro, para que continue colocando um bando de incompetentes sanguessugas no poder. Então pra que escolas? Fecham-nas ou deixam de construir novas. Sem estudo e oportunidade até o Joãozinho, aquele das piadas com respostas criativas para a professora, foi obrigado a virar bandido.

As cadeias estão superlotadas e em mal estado. Governo estadual e federal tem projetos para construção de novos presídios (entre eles um para jovens, aqui em São Leopoldo). Agora, além disso surge essa ideia dos albergues, como forma de diminuir os custos, substituindo a construção de algumas dessas prisões.

Beleza, os prédios estão abandonados, o governo estadual tem um custo de manutenção com os mesmos. Então que deem uma finalidade para eles. Mas ainda acho mais inteligente que as antigas escolas voltem a ser escolas! Com professores recebendo salário em dia, material escolar, livros e jovens recebendo algo que ninguém poderá tirar, o conhecimento.

Muitos bandidos, hoje amontoados nos presídios, gostariam de ter estudado, ter uma oportunidade de aprender uma profissão e exercê-la. Quanto mais escolas e oportunidade de emprego forem criadas, menos presídios serão necessários.

O que fazer para alcançar esse ideal?

A resposta, governadora, não está nas grades e sim nos livros.



PS1: Um incêndio destruíu 60% do presídio em São leopoldo. Alguns presos foram transferidos, outros conseguiram o privilégio da prisão domiciliar pois não havia paraonde mandá-los.

PS2: Existem políticos em que confio menos do que nos presidiários.

PS3: Alguns deles, aliás, deveriam estar no lugar dos presidiários.

PS4: No CQC da última segunda Marco Luque fez uma piada após uma matéria sobre falta de material escolar em São Paulo: "No meu colégio sempre faltava caderno, lápis, MUNIÇÃO...". Nem tão piada assim, infelizmente.



Foto: Montagem com imagens do Google Images

domingo, 5 de abril de 2009

37 dias para o Oasis!!!


*-*

Here we goooo!!!!!!!!

Irmãos Nabinger x Irmãos Gallagher =P



PS1: Agradecimentos especiais ao Nando, meu irmão, e ao Christian por terem enfrentado trem e busão em um dia de calor from hell para buscar os ingressos!!!

PS2: Uma estátua para o cara que inventou o cartão de crédito! Já!!!

PS3: Que Grenal o que... o negócio é o show do Oasis... =P



Foto: Felipe Nabinger (devia ter tirado o flash, animal!) dos ingressos que agora estão no cofre. huehuehueheuhe